#412: Na Porta ao Lado – Luiza Trigo

, em segunda-feira, 30 de janeiro de 2017 ,
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Editora: Rocco
Páginas: 256
Ano: 2015

Sinopse (Skoob):
Com uma carreira em ascensão no segmento juvenil, a carioca Luiza Trigo retoma as personagens de Meus 15 anos – as amigas Bia, Carol, Amanda, Pri e Roberta – e novamente mostra as delícias e as dores da adolescência com leveza, sinceridade e bom humor em Na porta ao lado, seu terceiro romance. No livro, a autora narra as aventuras e desventuras de Carol, que começa o novo ano na escola tendo que encarar não só o casamento de sua mãe e uma mudança de casa, mas também o padrasto como professor e o filho dele como colega de turma. Parece muito azar para uma garota só! Mas muitas outras surpresas aguardam a protagonista, suas amigas e os leitores ao longo das páginas. 


Carol está revoltada. A mãe começou a namorar, resolveu casar e agora elas vão se mudar para um apartamento com o noivo da mãe e o filho dele. Como se não bastasse tudo isso, Carlos será professor dela na escola e Tomás, seu colega de turma.
Carol e Tomás não se dão nada bem. E ela só sabe falar mal dele para as amigas: Bia, Amanda, Pri e Beta. E nem quer saber de nenhuma delas se aproximando dele.
Por outro lado, Carol conhece Bernardo, um garoto sensível, atencioso e romântico que logo a encanta.

Sinceramente, eu adorei o livro, mas não gosto muito da Carol (por isso a nota relativamente baixa). Ela é egocêntrica, acha que tudo que o Tomás faz é para irritá-la e não aceita determinadas condutas de uma das amigas, afastando-a do grupo todo, além de ser muito dramática.
Pensem comigo... Carol mudou de casa e tem que aceitar um padrasto e um “irmão”. Tomás mudou de cidade, saiu da banda da qual participava, deixou todos os amigos em São Paulo e tem que aceitar uma madrasta e uma “irmã”. De quem é a situação pior? Pois é.
Mas com isso dá para lidar. O que me irritou de verdade foi a postura dela de “é meu amigo então não pode se relacionar com a pessoa de quem eu não gosto”. Carol não percebe que as pessoas têm vida própria e podem ter mais de um grupo de amigos? Fiquei desejando a leitura toda que ela crescesse e parasse com isso. (Nesse ponto queria que o livro fosse narrado em terceira pessoa para ter uma visão melhor da situação, pois assim talvez não ficasse com raiva de metade das meninas por isolar uma delas.)
Fora a Carol ter me irritado, o livro é ótimo, muito bem escrito e tem várias cenas bem legais entre a Carol e mãe, enquanto elas acertam os ponteiros com relação ao casamento, e da Carol com um garoto por quem ela se interessa. Na verdade, eu gosto da Carol – na maior parte do tempo –, são algumas condutas dela que me irritam.
Agora quero ler o próximo (e espero que a Luly escreva logo os livros da Pri e da Beta) para ver se faço as pazes com as Valentinas. kkk

Nota: 3,5/5.

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