Em Cartaz #20: Palácio das Ilusões

, em terça-feira, 6 de setembro de 2016 ,
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Estava eu outro dia sem vontade de fazer nada e resolvi fuçar o Netflix em busca de algo para assistir. Me resolvi por um filme que já estava na minha lista de lá há tempos, mas que eu ficava enrolando para ver, apesar de a avaliação proposta pelo Netflix para mim ser bem alta. Então eu assisti Palácio das Ilusões.


Mal começou o filme, na abertura ainda, e algo me chamou a atenção: apareceu o nome Mansfield Park na tela. Pausei na mesma hora e fui ao Google investigar a referência. Para minha surpresa, Palácio das Ilusões é uma obra cinematográfica de 1999 baseada no livro da Jane Austen, Mansfield Park. Em inglês, inclusive, o título do filme é o mesmo do livro.

Aproveitei a passeada no Google para relembrar a história do livro, que eu li em 2013 e, depois de assistir ao filme, posso dizer que achei a adaptação bem fiel à obra literária.


Fanny Price é a filha mais velha da Sra. Price e mora próximo as docas de Londres em um casebre, com uma enorme quantidade de irmãos. Quando ela está com 12 anos é enviada para morar em Mansfield Park, com seus tios abastados. Lá, Fanny não é exatamente uma empregada, mas também não é exatamente família.
Como dama de companhia da tia, ela recebe educação e tem um bom quarto e boas roupas, mas as primas a consideram inferior, a outra tia é mandona, seu tio praticamente a ignora, o primo mais velho é um beberrão que não liga para ninguém, e o único que a trata realmente bem é Edmund.


Com uma mente criativa desde muito cedo, a amizade de Fanny com Edmund a incentivou nesse aspecto, pois os dois falavam sempre de livros e ela lia para ele as histórias que inventava e escrevia para mandar para sua irmã Susie ler para os demais, em casa.

Mansfield era um local tranquilo de se morar até a chegada dos irmãos Crawford à casa vizinha. Maria, a prima mais velha de Fanny, estava noiva, porém se encanta por Henry Crawford e terá problemas. Ele e sua irmã, Mary, também causarão problemas a Fanny, afastando-a de Edmund e até levando à sua volta para a casa dos Price.


O filme é um romance com um toque de drama e eu não vou revelar o final aqui, é claro. Quem já leu ou assistiu sabe qual é.
Num geral, eu gostei do filme, porém, alguns podem considerá-lo um pouco lento, mas desde que se lembrem que é baseado em um romance de Jane Austen, o ritmo não incomodará a vocês. Dei nota 4 no Netflix, pois não é possível dar nota quebrada lá, mas aqui declaro um 4,5. ;)

Ah! Quem assiste Elementary reconhecerá de cara o Edmund, pois ele é interpretado por Jonny Lee Miller, o Sherlock dessa série.

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