#382: Destinos de Papel – Luciane Rangel

, em sexta-feira, 16 de setembro de 2016 ,
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Editora: Qualis
Páginas: 350
Ano: 2016

Sinopse (Skoob):
Rebeca tem algumas regras que sempre costuma seguir à risca. Ou melhor, quase sempre.
Bem, na verdade, seguir regras não é exatamente o seu forte.
Com o coração partido por um trauma do passado, ela vive a vida como se não houvesse amanhã, nunca se apegando a ninguém e sem se preocupar com seu futuro.
Mas tudo muda quando consegue estágio de Psicologia em uma grande escola, passando a ser uma espécie de conselheira para os alunos. Uma grande ironia, uma vez que ela sequer consegue aconselhar a si mesma. Sua principal paciente, Júlia Nakagawa, é uma garota-problema que detém o estranho dom de prever o futuro ao tocar nas pessoas.
Mas não é apenas Júlia que entra na vida dessa jovem desmiolada. Um grande amor também se faz presente, abalando suas estruturas e fazendo com que sejam desrespeitados os limites que ela mesma impôs para si.
Porém, Júlia parece conhecer um segredo que pode mudar a vida de muitas pessoas, inclusive a de Rebeca. Para sempre.


Rebeca sempre foi rebelde e desapegada. Vive sua vida como bem quer e seguindo suas próprias regras, especialmente a de evitar o apego a qualquer custo. Depois de sofrer muito quando era criança por conta de pessoas que a abandonaram, ela chegou à conclusão de que era bem melhor não se apegar.
Porém tem uma pessoa que Rebeca não consegue evitar, Laura, a irmã mais velha da sua ex-melhor-amiga-de-infância. Foi por conta da moça mais velha que Rebeca, apesar de toda sua displicência, entrou na faculdade de psicologia. Não que ela frequente as aulas com regularidade, porém ela está fazendo o curso.
Para fazer com que Rebeca dê um rumo melhor a sua vida, Laura lhe consegue estágio em uma escola muito bem-conceituada do Rio de Janeiro. Beca é daquelas que detestam colégios, porém a promessa de um bom salário a leva até o Santa Agnes e ela termina empregada como estagiária de psicologia para atender alunos que causam problemas, com foco para um caso especial: Júlia Nakagawa.
Júlia se mantém isolada dos colegas, só usa roupas escuras – inclusive casaquinhos o tempo todo, mesmo no calor do Rio – e maquiagem pesada. Ela e Rebeca não se dão nada bem logo de cara, porém terão que se aturar, pois Cris – o chefe de Beca – quer que a rebelde se aproxime de Ju para ajudá-la com seus problemas. O que ele não explica é que Júlia aparentemente tem habilidades místicas, fato que Rebeca descobre logo e que a deixa incerta do que pensar.
No entanto, quanto ao irmão da garota, Beca sabe exatamente o que pensar. Lucas é um jovem charmoso e que se importa demais com Júlia, por isso, ele conversa com Rebeca e pede que ela o ajude a entender melhor a irmãzinha para cuidar dela. Além disso, os dois se interessam um pelo outro, porém há muito para acontecer antes de eles se envolverem.

Quem vê a Rebeca logo nas primeiras páginas sendo bruta, irresponsável e muito rebelde pode até se enganar achando que ela é apenas isso, mas a personagem é muito mais. Rebeca se importa, sofre e luta por aqueles com quem se relaciona. Ela não se dá por vencida diante das adversidades e vai descobrir muito sobre si mesma durante seu estágio no Santa Agnes.
Ela sofreu dois grandes traumas antes dos 15 anos e eles e suas consequências a transformaram em quem é. Ouso até dizer que a Rebeca se vê de uma maneira que não é exatamente quem ela é e é durante a história que ela mesma se redescobre e nós leitores temos a oportunidade de acompanhar sua evolução.
Prefiro não falar dos demais personagens para deixar que vocês que se aventurarem a ler Destinos de Papel descubram quem eles são e qual a importância de cada um na vida da Rebeca durante a leitura. Vou apenas dizer que Tia Rosa, Júlia e Lucas são especiais e vão mudar a vida da protagonista, fazendo também vocês refletirem.
DDP aborda assuntos muito importantes e que ainda são tabu para grande parte das pessoas: depressão e suicídio.
É preciso nos conscientizar que depressão é uma doença, a pessoa que sofre dela não quer isso, e o menor gesto de apoio já é uma ajuda para a pessoa tentar se recuperar. Suicídio é um mal que atinge muita gente, especialmente os jovens e é preciso preveni-lo. Eu mesma não via com bons olhos quem tenta o ato, porém ler DDP me ajudou a refletir mais sobre o assunto e já não vejo os suicidas da mesma forma que antes. Apesar de ainda ter problemas com isso, não sou mais tão intolerante.
Fiquei séria de repente, não é? Mas isso é porque a reflexão que o livro traz é realmente muito importante. Mesmo na seriedade dos temas abordados, a narrativa não é tão pesada, pois a Rebeca é doida e seu jeito de agir dá uma leveza à história me fazendo rir nos piores momentos.
Leiam! Leiam mesmo! DDP é MA-RA-VI-LHO-SO!

P.S.: Como eu tinha prometido, fotos de alguns detalhes do livro:

Tsurus por todo lado.

Inclusive com direito a coraçãozinho.

E um orgulho imenso por estar nessa página.

Nota: 5/5 – favoritíssimo!

Outros livros da autora:

Destinos de Papel

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