#350: O Doador de Memórias – The Giver I – Lois Lowry

, em sexta-feira, 15 de abril de 2016 ,
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Editora: Arqueiro
Páginas: 192
Ano: 2014

Sinopse (Skoob):
Em O doador de memórias, a premiada autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existem dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não há amor, desejo ou alegria genuína.
Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente.
Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis.
Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo.
Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.


Imagine um mundo ideal, onde não existe dor, desemprego, fome, medo, doença, crime, divórcio ou guerra. As pessoas são perfeitas, diferentes apenas por suas Atribuições, profissão que assumem por escolha da sociedade, sendo treinadas desde os 12 anos de idade.
Contudo, as pessoas não sentem, o desejo é reprimido por pílulas e amor é uma palavra obsoleta. As regras de conduta são imprescindíveis, existe respeito em relação às outras pessoas.
Jonas é o personagem principal da trama, vive com sua família, o Pai que tem a Atribuição de Criador – cuidar de crianças-novas, a Mãe que passou por um treinamento de Lei e Justiça (algo como o curso de Direito) e Lily, a irmãzinha de sete anos. Não são parentes biológicos, já que os filhos são gerados pelas Mães-biológicas. A “família” é uma construção que pareceu conveniente para o estabelecimento das regras e normas de convivência.
Ele está ansioso para a Cerimônia dos Doze, mas não tanto como gostaria, porque não sabe o que vai ser, ou melhor, para qual Atribuição será selecionado. Seus amigos Asher e Fiona recebem a atribuição de Diretor-Assistente de Recreação e Cuidador de Idosos, respectivamente. O que era de se esperar, dada a personalidade deles, Asher é enérgico, gosta de brincar e é conhecido por todos pelo seu jeito e Fiona tem dedicado o tempo de trabalhos voluntários a Casa de Idosos, é doce e serena o que encanta o protagonista.
Mas Jonas, que não tinha apego a nenhum trabalho voluntário, foi nomeado, escolhido, para ser Recebedor de Memórias, tendo suas características ressaltadas para o importante cargo, como sua inteligência e coragem.
Entretanto, após alguns dias dos treinos feitos com o Doador, é quando Jonas percebe que é diferente de seus familiares, amigos e todos os outros. Ele tem sentimentos e conheceu sensações nunca antes sentidas, graças a sua Atribuição e ao Doador.
Então, ele decide mudar, nem que seja somente seu destino e o de Gabriel, um garoto que fora acolhido por sua “família”, mas que seria “dispensado” já que não reagira a tempo para desenvolver capacidades para se adaptar à realidade em que vivem.

No começo do livro eu não entendi bem qual era o objetivo da história, pensei até em desistir da leitura (sério!), mas do meio para o fim eu consegui captar a mensagem. De que não importa se seu desejo vai contra uma regra – ou várias – de uma sociedade utópica, se o acha importante, seja capaz de realizá-lo, ainda que custe mais do que deveria.

Nota: 3,5/5

Série The Giver:
  1. O Doador de Memórias
  2. A Escolhida
  3. Messenger – ainda não lançados no Brasil.
  4. Son




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