#270: A Rosa da Meia-Noite - Lucinda Riley

, em sexta-feira, 14 de novembro de 2014 ,
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Editora: Novo Conceito
Páginas: 572
Ano: 2014

Sinopse (Skoob):
Atravessando quatro gerações, A Rosa da Meia-Noite percorre desde os reluzentes palácios dos marajás da Índia até as imponentes mansões da Inglaterra, seguindo a trajetória extraordinária de Anahita Chavan, de 1911 até os dias de hoje. No apogeu do Império Britânico, a pequena Anahita, de 11 anos, de origem nobre e família humilde, aproxima-se da geniosa Princesa Indira, com quem estabelece um laço de afeto que nunca mais se romperia. Anahita acompanha sua amiga em uma viagem à Inglaterra pouco tempo antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial. Ela conhece, então, o jovem Donald Astbury, herdeiro de uma deslumbrante propriedade, e sua ardilosa mãe. Oitenta anos depois, Rebecca Bradley é uma jovem atriz norte-americana que tem o mundo a seus pés. Quando a turbulenta relação com seu namorado, igualmente rico e famoso, toma um rumo inesperado, ela fica feliz por saber que o seu próximo papel, uma aristocrata dos anos 1920, irá levá-la para muito longe dos holofotes: a isolada região de Dartmoor, na Inglaterra. As filmagens começam rapidamente, e a locação é a agora decadente Astbury Hall. Descendente de Anahita, Ari Malik chega ao País sem aviso prévio, a fim de mergulhar na história do passado de sua família. Algo que ele descobre junto com Rebecca começa a trazer à tona segredos obscuros que assombram a dinastia Astbury.


Anahita Chavan completou 100 anos no ano 2000. Ela teve uma ótima vida e apenas um arrependimento: não saber o paradeiro de seu primogênito. Anni sempre acreditou que ele estivesse vivo apesar de um certificado atestar que ele morreu criança. Por causa de sua crença, ela escreveu tudo de importante que houve em sua vida numa enorme carta       e resolveu que era hora de escolher um de seus descendentes para ficar com esse legado.
Dentre, uma filha, alguns netos e vários bisnetos, Anni escolheu Ari Malik, o seu bisneto mais velho. E também o mais distante da família e dos costumes. Como sua bisavó e todos que descenderam dela, Ari estudou na Inglaterra e se deixou envolver pelo desejo de satisfação profissional, de ganhar mais dinheiro e reconhecimento. Assim, ele se tornou um viciado em trabalho que não tinha tempo para a família ou para pensar em sua satisfação pessoal.
Depois que Anahita entregou seus escritos ao bisneto, ele simplesmente os guardou em uma gaveta e esqueceu daqueles papéis. Anni morreu algum tempo depois e nem assim Ari voltou a pensar na história dela. Em 2010, depois de uma decepção amorosa, Ari começa a perceber o que fez de sua vida, o isolamento em que vive por ter se afastado de sua família por tanto tempo, então ele volta a pensar na bisavó e começa a ler o que ela escreveu e resolve, enfim, pesquisar sobre sua vida na Inglaterra.

Rebecca Bradley é uma atriz americana no auge da fama, que viaja para a Inglaterra para gravar um filme ambientado nos anos 1920. Depois de muita pressão dos paparazzi, Rebecca termina se hospedando na mansão que será a locação do filme. Astbury Hall, em Dartmoor, é isolada – nem sinal de celular pega – e rural, além de uma casa linda, apesar de decadente.
Lá Rebecca conhece o solitário lorde Anthony Astbury. Ele é descendente de Donald Astbury, um jovem que conheceu Anahita Chavan quando ambos eram bem jovens. O que Rebecca e Anthony não sabem é que Ari está vindo para remexer nessas sombras do passado.

A Rosa da Meia-Noite é uma obra densa, que aborda fatos acontecidos há quase um século do momento presente, mas que sempre pesaram na história da família de Anahita. Há um mistério que nunca foi resolvido e que sempre foi tema de discussões.
Anni praticamente só aparece no livro por meio de suas memórias, mas foi – de longe -  a personagem que mais me encantou na obra inteira! Além de que sua parte da história, todo o tempo na Índia, em que ela fala sobre a cultura e os costumes do seu povo, e na Inglaterra, onde lemos sobre as aventuras de uma jovem protegida de uma família abastada, me envolveu completamente. Eram os capítulos que eu realmente ansiava por ler.
Não é que os personagens do presente não sejam bons, eles são, mas Anahita toma conta da obra. O melhor sobre Ari e Rebecca é ver o crescimento pessoal deles, principalmente o referente ao descendente de Anni, que passa de um homem egoísta e solitário, a alguém que presa sua família e suas origens.
Lucinda Riley escreve um romance envolvente que mistura passado e presente em uma linda história de família. É uma ótima dica para quem gosta de romances dramáticos.

Nota: 4,8/5.


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