Em Cartaz #13 - Malévola

, em sexta-feira, 6 de junho de 2014 ,
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Malévola (Maleficent) - 2014

Diretor: Robert Stromberg
Estrelas: Angelina Jolie, Elle Fanning, Sharlto Copley, Sam Riley


SPOILERS!

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Desde a primeira foto de Angelina Jolie caracterizada, tive certeza que não poderia perder esse filme por nada. Isto está longe de ser algo bom, afinal, ver um filme esperando demais pode muitas vezes acabar com a experiência como um todo.

Desta vez, porém, as altas expectativas foram correspondidas, e o filme como um todo é excelente.

Toda a ideia de recontar contos de fada sob uma nova perspectiva não é nova e já vimos muito disso no cinema e na TV ultimamente. Justamente por recontar uma estória tão conhecida, o filme peca um pouco no roteiro, que é um pouco óbvio e previsível, porém isto não anula em nada a experiência.

Angelina Jolie brilha como a protagonista, uma fada diferente, com uma imagem ao mesmo tempo demoníaca e angelical. Inicialmente pura, vemos Malévola conhecer um humano, raça que não se misturava com as criaturas de seu reino. Dali nasce uma amizade e, posteriormente, um amor (não correspondido) como eu disse, previsível.

O tempo passa, Malévola cresce e aparece e vira a guardiã de seu reino. Ao reencontrar seu antigo amor, acaba traída e perde suas asas, tudo por conta da ganância daquele que viria a ser Rei Stefan.

É aí que nasce uma nova Malévola, seca e ressentida, com um único desejo de vingança. E como toda boa vilã ela faz o quê? Arranja um lacaio (o excelente Diaval). E como uma boa ex traída ela faz o quê? Fica perseguindo o ex atrás de saber como ele está, além de, nesse meio tempo, virar a rainha mega evil das criaturas mágicas.

Então vem a notícia do nascimento da princesa Aurora. Neste momento temos uma cena bem parecida com a versão clássica, fadas boas dando os presentes e, boom, Malévola entra divando e amaldiçoando a bebê em frente do reino inteiro. Depois vem todo o blá blá blá de queimar as rocas e isolar a princesa, que é mandada para longe com as três fadas retardadas boas até que o perigo passe.

Só que Malévola vai lá stalkear a princesa e, sem querer, acaba cuidando dela, virando a verdadeira fada madrinha da situação. Não tem como deixar de comentar a) as caras e bocas de baby Aurora e b) o momento fofura de Jolie contracenando com a filha Vivienne, que faz Aurora com um pouco mais de idade. Muito bom esse twist dela se apegando à sua praguinha e cuidando bem dela.

Com Aurora já crescida, as duas acabam por desenvolver uma relação de madrinha e afilhada, chegando ao ponto de Malévola tentar desfazer a Maldição, o que não acontece já que a própria fez uma maldição que não poderia ser desfeita.

A única saída? O beijo de amor verdadeiro. Por sinal, bem apropriado o momento em que Philip aparece, deixando Aurora toda assanhadinha. Mas isso passa quando ela descobre quem realmente é e sobre a maldição.

Adivinhem o que acontece?

Aurora briga com Malévola e volta pro castelo e a maldição se concretiza, enquanto a """vilã""" corre levando Philip até o castelo para acordar a menina.

[PAUSA] Me recuso a comentar o plot do rei-louco-vingativo por motivos de NINGUÉM SE IMPORTA. [FIM DA PAUSA]

Chegando no castelo, hora do beijo e... nada acontece e as fadas boas ficam decepcionadas com a falta de habilidades do princepezinho.

Destruída, Malévola promete proteger Aurora e dá um beijo carinhoso que acaba quebrando a maldição. Belo plot twist na versão original, entretanto, algo que não chega a surpreender. Uma saída bem ONCE UPON A TIME, diga-se de passagem. Falando nisso, ainda fiquei esperando Mulan aparecer pra acordar Aurora #Murora

E aí vem a luta final contra o rei e Aurora acaba ajudando Malévola a recuperar suas asas e a ganhar a luta que acaba com a morte de seu pai. Pois é, amiguinhos, princesa Aurora toda rebelde ajudando na morte do pai.

E no fim Aurora vira Rainha dos dois reinos e termina com Philip e Malévola fica boa e todos viveram felizes para sempre menos o rei que morreu, mas quem se importa?.

Enfim, deu pra ver que o único ponto fraco do filme é o roteiro, mas só Angelina Jolie e toda a belíssima fotografia do filme valem e muito o ingresso. É um filme clássico da Disney, feito para a família e com lições de moral e coisa e tal, cheio de momentos de alívio cômico. Além disso, as várias cenas de ação também empolgam.

Certamente, o maior atrativo do enredo é a dualidade de Malévola, que se vê corrompida e, cega pela sede de vingança, acaba por se desviar de seu caminho, atingindo a redenção ao fim de tudo. E Angelina Jolie expressa tão bem essas duas face da personagem, que me deixou pensando que nenhuma outra atriz conseguiria fazer tão bem a personagem.

O elenco de apoio também está bem, com destaque para Elle Fanning, que faz uma inocente e bela Aurora, e para Sam Riley, que apresenta uma química enorme com Jolie, na pele do corvo-cão-lobo-dragão-homem Diaval, o lacaio fiel de Malévola.

Malévola não é um filme que vai revolucionar a história do cinema, mas é um filme de encher os olhos, que diverte e com uma atuação excepcional de Angelina Jolie.




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