#187: Na Teia do Morcego - Jorge Miguel Marinho

, em quarta-feira, 18 de setembro de 2013 ,
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Editora: Gaivota
Páginas: 256
Ano: 2012

Sinopse (Skoob):
Se o herói desta inquietante narrativa é ou não o mesmo Batman das histórias em quadrinhos, este é o grande desafio para o leitor. Será que o conhecido Cavaleiro das Trevas se mudou para o centro de São Paulo e, por razões íntimas, não pretende retornar a Gotham City? Neste livro ele revela a sua máscara mais humana e vive uma aguda crise existencial: ser ou não ser herói. Pode ser ele o assassino de Abigail Aparecida Chaud ou qualquer um dos outros personagens que são flagrados por uma luneta cruel e formam um painel, vivendo na atmosfera agitada e penumbrosa de uma metrópole igualmente cruel. Jovens curiosos, velhos solitários, pessoas desvalidas, seres entusiasmados e tantos outros, todos eles são suspeitos do crime e vítimas da existência pelo simples fato de existir. Quem narra é igualmente suspeito porque se esconde numa “teia” dos mais diversos meios de comunicação: cartas, diário, telefonemas, telegramas, internet, gravações, notícias de jornal, de rádio, de televisão e até uma ata de condômino. E o leitor não fica imune a esta trama tão estranha e tão familiar – é convidado e convocado a entrar na história e agir.
  

Uma mulher caiu – ou foi jogada – do 13º andar de um prédio na Consolação, em São Paulo. Um super-herói está disposto a resolver o crime, se é que foi mesmo um crime. Agora será ele o Batman de verdade? E onde está o Robin?
Todos os moradores do prédio são suspeitos, já que a maioria deles não gostava da vítima. Além disso, eles são cheios de particularidades. Tem uma cantora cega, casada com um dançarino surdo. O velho que tem uma gata que mais parece gente. O zelador que vive deixando a mulher de plantão na portaria enquanto some por aí. O halterofilista que sofre blecautes de memória e outros.
Batman, ou o Cidadão Tristeza – como foi apelidado, ronda a cidade em busca do possível assassino de Abigail e de Robin. Além disso, ele parece estar tendo uma crise de identidade: em alguns momentos se pergunta se deve mesmo pegar o criminoso, em outros não sai do quarto de hotel onde está por um tempo e coisas assim.
O super-herói cultiva amigos e inimigos, pois suas atitudes bipolares assustam muita gente na cidade, enquanto outros só defendem que ele está fazendo o que sempre fez.

Na Teia do Morcego em uma palavra: diferente.
A narrativa em formato diferenciado e o encaixe de um personagem de quadrinhos no mundo real, cercado de pessoas normais deixa a obra bem interessante e curiosa.
Há um mistério, há personagens meio doidos e até engraçados, há drama e há um pouco de comédia.
Nem sei muito o que falar, pois ler Na Teia do Morcego é mais uma experiência do que uma narrativa comum.
Deem uma olhada no vídeo que fiz mostrando um pouco o livro:



Nota: 4/5.

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