#177: Brotherband #1 - Os Exilados - John Flanagan

, em sexta-feira, 16 de agosto de 2013 ,
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Editora: Fundamento
Páginas: 352
Ano: 2012

Sinopse (Skoob):
O pequeno e franzino Hal nunca conheceu o pai, um dos maiores guerreiros que defenderam o reino de Escândia. Bem diferente dele, Hal em nada se parecia com um forte e bravo lutador, características valorizadas por seus conterrâneos, tradicionalmente valentes homens do mar. Isso e o mais o fato de ele ser filho de uma escrava vinda de Araluen o tornava um estrangeiro em seu país. Mesmo sentindo-se exilado entre seu povo, havia algo que aproximava Hal dos outros garotos - o Brotherband, ou 'irmãos em armas' - um conjunto de treinamentos que simulava as atividades da tripulação de um barco, com equipes que competiam entre si em testes de resistência e força e aprendiam as habilidades necessárias para se tornarem guerreiros invencíveis. Rejeitado pelos líderes dos demais grupos, Hal junta-se a seu grande amigo Stig e a outros renegados e forma o próprio time. Mas um fato inesperado poderá mudar o destino dessa equipe incomum e levá-la a navegar por mares perigosos, rumo a aventuras e batalhas. 


Erak – sim, aquele querido capitão escandinavo que quem já leu Rangers conhece (a resenha não contém spoilers da série Rangers) –, Svengal e o navio deles, o Wolfwind, estão em uma viagem de saque quando Mikkel, um de seus tripulantes morre.
Ele tem uma esposa araluense e um filho pequeno e pede que Thorn, seu grande amigo, tome conta deles. Por um tempo, Thorn se perde na bebida para fugir das dores causadas pela perda de uma mão, mas Karina – a esposa de Mikkel – o traz à razão e ajuda ele a se recuperar. Assim, Thorn se torna presença constante na vida de Hal, o filho de seu amigo.
Hal cresce e se torna um rapaz de 16 anos responsável e inventivo. Não que todos os seus projetos deem certo, mas alguns realmente funcionam. Apesar disso, ele é um garoto solitário e só conta com a amizade de Stig, além de Thorn, por ser mestiço de escandinavo com araluense e ainda por cima sua mãe ter sido escrava.
Pouco antes de começar o treinamento Brotherband para se tornar um guerreiro ou lobo do mar, Hal conclui o Garça-Real com apoio de Stig, Ulf, Wulf e Ingvar – outros garotos não muito bem quistos na comunidade. O Garça-Real é um barco com uma vela de montagem diferente das clássicas velas quadradas dos vikings e isso o torna bem mais rápido. O design chama a atenção de Erak, agora líder dos escandinavos.
Em algum ponto do mar, entretanto, um grupo de escandinavos comerciantes enfrenta o Corvo, navio pirata liderado por Zavac, que planeja roubar a Andomal, a maior e mais importante relíquia de Escândia.
Enquanto isso, o treinamento Brotherband para tornar os garotos de Hallasholm em irmãos de armas começa e Hal se vê tendo que liderar um grupo de sete garotos, todos impopulares e meio que exilados na sociedade.

Os Exilados é mais um livro introdutório do que uma obra cheia de aventura, não que não haja essa segunda, há muito! Afinal, um acampamento com 28 adolescentes divididos em 3 equipes e competindo entre si não é algo livre de atribulações, brigas e desafios. Mas é como uma introdução à vida de Hal e aos costumes da sociedade de Escândia.
Quem já leu a série Rangers – Ordem dos Arqueiros pelo menos até o quarto livro já conhece Erak e alguns de seus companheiros de navio, além de entender algumas particularidades desse povo. Mas quem não leu NÃO sentirá nenhuma falta se partir direto para a série Brotherband. Há uma leve referência aos arqueiros, mas totalmente compreensível, eu acho. (Espero que mais na frente os Rangers cruzem seus caminhos com os Brotherband, mas não sei se isso ocorrerá.)
Eu me considero suspeita para falar do John Flanagan, pois adoro o estilo de escrita dele desde que li o primeiro livro da série anterior a essa, mas eu realmente acho que os livros delem valem muito a pena ser lidos por quem gosta de livros juvenis de aventura.
Os personagens são muito bem construídos e não são do tipo invencíveis, na verdade, são bem humanos, exprimindo sentimentos variados tanto considerados do bem – como honradez e sinceridade – quanto do mal – como egoísmo, soberba e inveja.
Além disso, ele nos lança num mundo de navegadores experientes e cheio de termos náuticos e os explica para os leitores sem deixar que fiquemos confusos ou perdidos com seus significados.
Agora preciso desesperadamente do livro 2!

Nota: 5/5 – favorito!

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