Estão lendo lá fora #4

, em quarta-feira, 29 de maio de 2013 ,
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Vou acabar tendo que mudar o nome dessa seção de "Estão lendo lá fora" para "Estou lendo lá de fora", porque, né?

Nalini Singh me foi apresentada por minha querida amiga +Isadora Santos, que, pensando bem, é a maior responsável por quase 90% do que eu leio hoje em dia. Nós temos o mesmo amor por romance sobrenatural urbano, e ela tem um faro impressivo para achar as pérolas do gênero. Essa autora de nome exótico (ela é do Fiji! Eu tive que Googlar para lembrar onde na Oceania ficava o Fiji!) escreve romance sobrenatural como uma máquina, e é bastante, hmm, picante, na desenvoltura.

Os livros dela têm mitologias interessantes, geralmente baseados em realidades alternativas com subspécies humanoides e seres fantásticos como animorfos e anjos. É legal imergir nos mundos que ela cria, tentando entender como a sociedade funcionaria se esse tipo de membro muito diferente do ser humano vivesse abertamente como membro da comunidade.

A primeira série que eu li dela foi a Guild Hunter, que é meio estranha no começo, mas cheia de aventura e empolgação, e segue um mesmo grupo de protagonistas em todos os livros, mudando algumas vezes de PoV para personagens coadjuvantes que subiram a protagonistas. A que estou lendo agora é a série Psy-Changeling, com humanos paranormais, dotados de telecinese, telepatia e ESPs convivendo com animorfos beeeem selvagens. Gostei mais dessa, apesar de cada livro focar em um casalzinho diferente.

Primeiro livro de Guild Hunter, com sua protagonista pseudo-marroquina de cabelo branco


Adoro o fato dos personagens dela terem compassos morais tão perdidos, muitos deles educados para não sentirem remorso ao serem cruéis ou matarem alguém. De certa forma, ela deixa a Lei da Selva reger as decisões dos personagens e os rumos do plot, o que é meio libertador para nós que vivemos seguindo a moral humana.

Primeiro livro da série Psy-Changeling, com Lucas I AM THE ALPHA Hunter

Indico para quem gosta de romance apimentado e de urban fantasy! Maaaas, aviso que as mulheres de Nalini geralmente são mais espertas do que "poderosas". Elas são caçadoras, videntes e coisas assim, enquanto os homens são arcanjos reinantes ou feras possantes. Se você se sente incomodada com essa disparidade de poder, talvez não goste dos livros. A autora brinca muito com isso da mulher ser frágil mas se impor, só que ela tende a fazer ela "submeter" depois de um tempo. Isso é o que mais me irrita nesses livros, aliás.

Se você gostou daquele negócio de Amante Sombrio da Irmandade da Adaga Negra, esses livros são até melhores.

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