#120: Cinquenta Tons de Cinza - E.L. James

, em quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 ,
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Editora: Intrínseca
Páginas: 455
Ano: 2012

Sinopse (Skoob):
Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja, mas em seus próprios termos.


Esse livro, o primeiro da trilogia erótica que trouxe o estilo para os holofotes, é odiado por uns, adorado por outros e um grande motivo de piada. Para mim é um livro interessante e que mostra uma realidade não muito comum.
Anastasia Steele é chata e Christian Grey é altamente piriguetável, como muitas dizem. Quanto à Deusa Interior e ao Inconsciente – que eu acho, sinceramente, que a intenção era ser o Subconsciente –, me diverti com ambas as figuras da mente levemente perturbada de Ana. Enquanto a Deusa é toda divertida e inconsequente, o Inconsciente é contido e racional, sempre tentando avisar Ana quanto aos possíveis sofrimentos que suas decisões poderão gerar.
Mr. Grey tem sérios problemas psicológicos e precisa de muito tratamento! Ele realmente é piriguetável, todo lindo e sexy, mas tem problemas. Oriundos, muito provavelmente, dos primeiros quatro anos de sua vida, antes de ser adotado pelos Grey. Agora, o envolvimento dele com uma mulher bem mais velha e praticante do BDSM deve ter influenciado também, por mais que ele diga à Ana que aquilo lhe fez bem.
Sobre as cenas de dominação, não achei tão impressionantes assim. Por comentários que vi, pensei que ficaria bem mais impressionada e envergonhada. Não que tudo tenha passado em morno, mas eu esperava algo mais pesado. As cenas, na verdade a cena de punição, são degradantes, porém compõem um estilo de vida diferente. Eu não entendo o estilo, mas é uma escolha pessoal e como tudo acontece em comum acordo dos personagens é prerrogativa deles passar por aquilo.
Mudando um pouco o foco, vou falar dos coadjuvantes pouco explorados: Kate é a amiga descolada e que instintivamente sabe que Grey não é normal; Elliot é o irmão de Grey e se envolve com Kate. Outros personagens como os pais de Christian e a irmã dele e José, amigo das garotas são praticamente apenas citados, apesar de poderem acrescentar alguma coisa à história.
Concluindo, eu gostei e estou bem interessada em ver o que mais acontecerá. Ana é bem tonta, principalmente no início do livro, mas ela parece ter amadurecido – e eu não estou falando sexualmente, essa parte é óbvia – um pouco, tentando entender os sentimentos e preferências de Grey. Ele também está mudando e eu quero saber onde vão acabar.

Nota: 4/5.


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