#96: Eu mato - Giorgio Faletti

, em quarta-feira, 19 de setembro de 2012 ,
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Editora: Intrínseca
Páginas: 531
Ano: 2010

Sinopse (Skoob):
Neste thriller de estreia de Giorgio Faletti, um agente do FBI e um detetive enfrentam um serial killer em Montecarlo, no glamoroso Principado de Mônaco. Trata-se do caso mais angustiante de suas carreiras: capturar o assassino que anuncia seus próximos alvos por meio de enigmas propostos em telefonemas para um programa de rádio, conduzido por um apresentador carismático.
Para confundir a polícia, músicas são utilizadas como pistas dos crimes, cujas doses de barbárie e astúcia abatem e desnorteiam policiais, investigadores e psiquiatras. Os assassinatos, caracterizados pela frase Eu mato escrita com sangue, são marcados por uma violência que não poupa nem mesmo a pele das vítimas.


Frank Ottobre é um agente do FBI que está passando uma temporada em Montecarlo para se recuperar após a trágica morte de sua esposa. Enquanto está lá, tem que decidir se continuará ou não a ser policial e mantém-se firmemente afastado das atividades investigativas até que Nicholas Hulot, seu grande amigo e delegado da polícia do principado, lhe põe a par de um caso horrendo e pede sua ajuda.
Um serial killer está agindo nas ruas do principado de Mônaco e matando gente importante. Suas primeiras vítimas são um piloto de Fórmula 1 e uma enxadrista vencedora. O assassino não deixa nenhuma pista, nenhum indício, apenas a ligação para um programa famoso de rádio o faz real.

A trama de Eu Mato é densa e intrincada, com a troca de foco durante os capítulos, sendo os focados no assassino narrados sempre no presente e os demais – com foco nas vítimas ou nos investigadores – narrados no passado.
Os policiais não tem pistas de quem seja o serial killer e nem o leitor, pois os capítulos dedicados ao monstro da história não o revelam, apenas nos mostram o quão uma mente pode ser perturbada e a que atitudes as reentrâncias dela levam alguém.
Os personagens são reais, sem meias palavras ou um halo idealizado ao redor deles. Eles são bons e ruins, tomam atitudes justas e injustas, simplesmente reais demais, com falhas e acertos.
A narrativa não doura a pílula e sua crueza me fez imaginar exatamente como ficaram as vítimas e me fez também querer arrancar os cabelos por conta da falta de pistas. Eu me surpreendia junto com Frank ao perceber aonde os escassos indícios retirados de muita reflexão iam levando e descobri junto com os personagens quem era o culpado.
Então, para os apaixonados por suspenses policiais com muita dose de psicologismo, leiam Giorgio Faletti, pois ele é um mestre nisso.

Nota: 4,5/5. (A ressaca literária não me deixou aproveitar tanto o livro, tenho certeza.)


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