Resenha #59: Viva para Contar - Lisa Gardner

, em terça-feira, 29 de maio de 2012 ,
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Editora: Novo Conceito
Páginas: 480
Ano: 2012

Sinopse (Skoob):
Em uma noite quente de verão, em um bairro de classe média de Boston, um crime inimaginável foi cometido: quatro membros da mesma família foram brutalmente assassinados. O pai — e possível suspeito — agora está internado na UTI de um hospital, entre a vida e a morte. Seria um caso de assassinato seguido por tentativa de suicídio? Ou algo pior? D. D. Warren, investigadora veterana do departamento de polícia, tem certeza de uma coisa: há mais elementos neste caso do que indica o exame preliminar. Danielle Burton é uma sobrevivente, uma enfermeira dedicada cujo propósito na vida é ajudar crianças internadas na ala psiquiátrica de um hospital. Mas ela ainda é assombrada por uma tragédia familiar que destruiu sua vida no passado. Quase 25 anos depois do ocorrido, quando D. D. Warren e seu parceiro aparecem no hospital, Danielle imediatamente percebe: vai acontecer tudo de novo. Victoria Oliver, uma dedicada mãe de família, tem dificuldades para lembrar exatamente o que é ter uma vida normal. Mas fará qualquer coisa para garantir que seu filho consiga ter uma infância tranquila. Ela o amará, independentemente do que aconteça. Irá protegê-lo e lhe dar carinho. Mesmo que a ameaça venha de dentro da sua própria casa. Na obra de suspense mais emocionante de Lisa Gardner, autora best-seller do The New York Times, a vida dessa três mulheres se desdobra e se conecta de maneiras inesperadas. Pecados do passado são revelados e segredos assustadores mostram a força que os laços de família podem ter. Às vezes, os crimes mais devastadores são aqueles que acontecem mais perto de nós. 


D.D. Warren é sargento detetive da divisão de homicídios de Boston e trabalha com uma equipe de mais dois homens: Phill LeBlanc e Neil sei-lá-o-sobrenome-porque-não-tem-no-livro. Eles têm a grata not surpresa de descobrir, ao chegar na primeira cena de crime, que serão acompanhados por Alex Wilson, que está alocado a alguns anos na academia e resolveu acompanhar um caso para desenferrujar do trabalho de campo.
Phill, Neil e D.D. já trabalham juntos a um bom tempo e trocam ironias entre si. E Alex dá uma quebrada no ritmo deles, mas se encaixa logo. E parece interessado em D.D.. Ambos são apreciadores de boa comida. Alex conhece bons restaurantes e ganha a admiração de D.D. por isso, já que esse é seu vício – apesar do corpo de modelo, ela come como um pedreiro muito.

Danielle Burton, literalmente, viveu para contar. Ela sobreviveu ao massacre de sua família, cometido por seu próprio pai, que se matou na frente dela. Cresceu cuidada pela tia e se tornou enfermeira, assumindo o cuidado de crianças na ala psiquiátrica de um hospital.
Dani nunca superou o ocorrido e vive emocionalmente isolada, passando por uma semana infernal todos os anos quando se aproxima do aniversário da catástrofe de sua vida. Nessa semana ela trabalha mais do que em todos os dias do ano para tentar se manter sã.

Victoria Oliver é mãe. Uma mulher que abandonou sua vida, seus amigos, e o resto da família para cuidar de seu filho de 8 anos, Evan, que sofre de distúrbios mentais não especificados.
Como toda pessoa que sofre de problemas mentais, Evan tem dias bons e ruins. Nos dias ruins, ele fica agressivo sendo um perigo para si mesmo e para os outros. Sua mãe, em especial, sofre constantes ameaças e mantém um controle rígido de tudo que é cortante na casa.

Como essas três mulheres se conectam descubra lendo Viva para Contar.

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A revisão do texto está ótima, até chegar a, mais ou menos, as últimas 100 páginas quando alguns erros de concordância começaram a ser notados por mim. Além de algumas frases em que o tempo verbal ficou esquisito com, por exemplo, o uso do infinitivo nos dois verbos de uma expressão verbal. Infelizmente não marquei nenhuma dessas passagens especificamente.
A estrutura da narrativa é interessante. Os capítulos são divididos entre as três personagens centrais: D.D., Danielle e Victoria. As partes que enfocam as atividades da sargento são narradas em terceira pessoa e nos dão uma visão mais geral da investigação, apesar de o percebermos o foco mais direcionado à D.D.. Nos capítulos sobre Dani e Vic a história se passa em primeira pessoa e passamos pelos sentimentos das duas mulheres sobre os acontecimentos que as envolvem.
Se você quer ver a investigação profundamente, com termos técnicos e tal, procure outro livro. Viva para Contar enfoca as consequências dos casos na vida dos personagens e não a investigação em si. Dá até para dizer que esta fica em segundo plano, mas o livro não deixa de ser policial por causa disso.

Fato aleatório que chamou minha atenção: a Lisa tem tara paixão por homens com voz de barítono. Dois dos personagens masculinos descritos no livro tinham essa característica e volta e meia ela falava sobre a voz deles novamente.

Senti falta dos volumes anteriores da série? Não. Mas sei que se os tivesse lido antes, provavelmente, teria alguma expectativa quanto à vida de D.D. e seus companheiros de equipe e estaria mais ambientada com a dinâmica deles em seu trabalho.

Nota: 4,5/5.

Camila Araújo

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