Resenha #56: A última carta de amor - Jojo Moyes

, em quinta-feira, 10 de maio de 2012 ,
Bookmark and Share

Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Ano: 2012

Sinopse (Skoob):
Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar por “B”, e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas de seu próprio relacionamento. Com personagens realísticos complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.


Ellie Haworth é uma jovem jornalista que se apaixonou por um homem casado. Seu jornal está mudando de endereço e Melissa, editora chefe das reportagens especiais, pede que ela vá ao arquivo e descubra alguma preciosidade que sirva para comemorar as mudanças. É quando Ellie acha a carta de B. para sua amada. Em 1960, Jennifer Stirling está se recuperando de um grave acidente de carro e sofre de amnésia - não se lembrando do marido e de muitos outros fatos de sua vida. É muito estranho estar voltando para uma vida da qual ela não tem nenhuma recordação.

A última carta de amor é, no mais puro sentido da palavra, romance. Acompanhamos as histórias de duas mulheres em meio a traições a casamentos. Jennifer é casada e se envolve com um homem divorciado, Ellie se envolve com um homem casado.
A estrutura do livro é bem interessante: há o prólogo e os capítulos se dividem em 3 partes. No prólogo vemos Ellie encontrar a carta de amor nos arquivos do jornal Nation, onde trabalha. Essa carta leva à primeira parte que narra a história de Jennifer: de como ela conheceu e se apaixonou por B e de como o esqueceu depois de um terrível acidente de carro. A segunda parte continua a contar a história passada nos idos da década de 1960 e vemos o reencontro de Jenny e B. A terceira parte é a volta ao presente e aí acompanhamos o romance de Ellie e John, enquanto ela tenta descobrir e reconstruir a história do casal de quarenta anos atrás.
O foco é nas duas mulheres, mas a história contada em terceira pessoa permite ao leitor ter uma percepção dos sentimentos dos demais personagens. Quando estamos com Ellie, o tempo verbal usado é o presente; quando acompanhamos Jennifer em suas dúvidas oriundas da moralidade da sociedade de 60, o tempo verbal é o pretérito. Um cuidado tomado pela autora que me deixou ainda mais encantada com o livro.
A edição em si – capa e passagens de um capítulo ao outro – é primorosa e de uma adequação que, mais uma vez, me deixou encantada com a obra.

Eu não quero falar muito mais da história em si, pois toda a construção da narrativa faz o leitor conjecturar sobre o que está por vir e o que pode ter acontecido que levou às ações posteriores dos personagens; quem é B; qual a importância dos arquivistas na parte sobre Ellie.
O que posso dizer sem medo é que as duas mulheres centrais são admiráveis e fortes; que trair é sim errado e que não há justificativas para tal atitude senão o amor que surge inesperadamente. Mas a culpa não é só das mulheres, os homens – Laurence, Anthony e John – também tem parcela nos atos que levaram às traições e às mudanças na vida de todos.
O eixo de ambas as histórias é o Nation e, por mais que as histórias pareçam se afastar dele, acabam voltando por um motivo ou outro à sua redação.

Para fechar:
Jennifer tem uma vida segura, estável e feliz com seu marido, a anfitriã perfeita e encantadora. Ela se apaixona e seu mundo se transforma, enche de incertezas e de emoções a flor da pele.
Ellie não está muito bem no trabalho por conta do estresse da vida pessoal, que tem sugado sua energia e vitalidade. Encontra antigas cartas de amor, busca por uma história que parece com a sua e vai recobrando aos poucos a direção de sua vida.

Dúvidas de que eu indico?


Nota: 5/5 (declarado como favorito quando, a algum tempo, os romances não me absorviam tanto).

Camila Araújo

Nenhum comentário :

Postar um comentário