Resenha #14: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom - Sophie Kinsella

, em terça-feira, 15 de novembro de 2011 ,
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Editora: Record
Ano: 2005 (capa do filme é de 2009)
Páginas: 428

Sinopse (do Skoob):
Rebecca Bloom é uma jornalista especializada na área de finanças e uma compradora compulsiva. Na realidade, ela nada entende de economia, apesar de trabalhar no ramo, vive fugindo do gerente de banco e inventa meios malucos de conseguir pagar seu cartão de crédito. Romance de estréia de Sophie Kinsella.


Becky Bloom é uma mulher adulta e empregada que tem pânico das contas de cartão de crédito e das correspondências bancárias. Por quê? Por que ela é uma compradora compulsiva.
Outro fato sobre ela: Becky não gosta do que faz. Ela trabalha em um jornal financeiro pode se perguntar: como assim? Foi o que me perguntei, ou melhor, ela pega todas as informações que precisa em artigos da internet. Quando é convidada para as reuniões que apresentam novos programas financeiros, Becky leva uma edição do Financial Times embaixo do braço, pois acredita que assim se mostra comprometida.
Não resiste a nenhuma, NENHUMA, vitrine com a palavra “liquidação” escrita. Não importa se precisa ou não do que está a venda, ou se tem dinheiro suficiente para gastar sem ficar dura. Becky vai lá e compra.
Nós conhecemos também Luke Brandom, um empresário que parece saber que Becky não nasceu para o trabalho que exerce. Ele criou sua empresa do nada e a fez crescer até se tornar uma das maiores do mercado.
Becky usa de diversas desculpas esfarrapadas para justificar suas compras, tanto para os outros, quanto para enganar a si mesma. Tudo para ter a maravilhosa sensação de ter coisas novas.
Ela divide um apartamento com Suze, que tem dinheiro de família e também gosta muito de comprar, além de entender de moda e conhecer todas as grifes que Becky ama.
Dá pra perceber, quando conhecemos os pais dessa compradora compulsiva, que ela puxou à mãe, pois o pai é bem controlado e tem dois aforismos para quem está com problemas de dinheiro: C.G. – Corte Gastos – e G.M.D. – Ganhe Mais Dinheiro. Dicas que ele dá à filha quando percebe, mesmo sem ela falar, que ela está com pouco dinheiro.
As coisas mudam, ao menos um pouco, quando Becky toma conhecimento de que os vizinhos de seus pais foram prejudicados financeiramente por uma dica que ela deu a eles, o que envolve manobras feitas pelos empresários de finanças. Ela tenta mudar as coisas, fazendo uma reportagem que valha a pena e ganhe mídia.

O que primeiro me chamou a atenção no livro foram as desculpas dadas pela Becky para fugir das reuniões com o gerente do banco. Ri muito com algumas delas. Ela é capaz de inventar uma tia para poder pedir dinheiro emprestado para comprar sem ter que dizer que é para ela mesma. Até quando ela tenta economizar, Becky gasta mais do que deve ou tem.
Outra coisa são os planos para juntar dinheiro que Becky faz. Para tal, ela tenta trabalhos alternativos e extras ao seu expediente, mas nada parece funcionar.
O que fez o livro perder alguns pontos comigo foi que Becky parece não aprender que precisa se controlar um pouco. Ela se mete em roubadas, mente para sair delas, e depois mente mais para sustentar as histórias. Isso tudo é um pouco repetitivo e me cansou um pouco.
Mas eu me diverti bastante lendo as loucuras dela e quero ler o resto da série. Então indico para quem quer rir um pouco ou um bocado.

Nota: 4/5.

Camila Araújo

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